cidadania
Casa que acolhe 30 crianças especiais precisa de doações
Publicado em 25-07-2010
Danielle Carvalho
dcarvalho@jc.com.br
Crianças portadoras de deficiência, abandonadas pelos pais, encontram um lugarzinho especial no Lar Rejane Marques, em Campo Grande, Zona Norte do Recife. Lá, elas esperam novas famílias e também aquelas que um dia já foram delas. Os pais que foram afastados dos filhos pela Justiça têm a oportunidade de tê-los novamente por meio das aulas e oficinas oferecidas pelo abrigo. O projeto só precisa de doações para dar certo.
Parquinho, desenhos, fotos, brinquedos, a casa é a realização de um sonho. Rejane Marques adotou o projeto quando 30 crianças seriam devolvidas às ruas. Em fevereiro de 2007, buscou ajuda do governo e abriu as portas novamente da antiga Casa Limiar, que não conseguia angariar doações suficientes. Após a morte de Rejane, a filha deu continuidade ao trabalho da mãe.
Além cuidar dos pequenos, o projeto realiza atividades voltadas para os pais. São oficinas profissionalizantes e palestras de acordo com a necessidade deles. “Eles aprendem a confeccionar bijuterias, peças artesanais de fuxico e também o trabalho de customização. Os utensílios são expostos em feirinhas e a renda volta pra eles na forma de materiais, para que eles deem continuidade ao trabalho”, explicou a coordenadora do abrigo Amanda Pereira.
Assistentes sociais e psicólogas acompanham diretamente a família. Os temas das aulas variam entre como cuidar de uma determinada deficiência do filho a informações sobre o programa assistencial bolsa família. “É o que chamamos de oficina de instrução. Eles aproveitam o momento para aprender como devem cuidar das crianças, se o objetivo é levá-las para casa. Alguns assuntos eles trazem, outros nós apontamos como importante”, destacou.
O Lar Rejane Marques depende exclusivamente de doações para se manter. Recebe pequenas quantias em dinheiro. As crianças, a partir de um ano de idade, precisam de utensílios de higiene pessoal, medicamentos, fraldas e roupas. Qualquer ajuda é sempre bem vida, garantiu Amanda Pereira. O abrigo fica na Rua Esberard, 235.
Quem se interessar pela adoção, pode procurar o Juizado de Menores e solicitar uma visita. A adoção pode ser financeira ou afetiva. Só ligar para o 3241-4249.
