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Faltam voluntários para manter ações na Apae

Publicado em 18-07-2010

Mais de 300 pessoas portadoras de deficiência intelectual encontraram nas atividades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Recife (Apae) a oportunidade de inclusão na sociedade. Há quase 50 anos, o centro oferece tratamentos médicos e cursos preparatórios para o mercado de trabalho. Mas para continuar realizando os atendimentos, a instituição precisa de médicos voluntários e de doações.

Muitos dos alunos do Apae sofrem algum tipo de deficiência motora, o que requer cuidados especiais nos movimentos mais simples. Eles precisam de apoio nas escadas e de utensílios de apoio nos banheiros. “A acessibilidade é muito importante no espaço. Eles têm que se sentir seguros”, destacou a professora e coordenadora pedagógica Silvania Paiva. Outra necessidade do centro é a renovação dos computadores. “Fazemos muitas atividades nas salas de informática e temos que dar condições adequadas para que eles realizem os exercícios corretamente”, disse Silvania Paiva.

Os maiores de 18 anos recebem instruções nos cursos de auxiliar de secretaria e serviços gerais. Não precisa ser aluno da Apae para assistir às aulas, basta apenas ter interesse. No ano passado, 25 pessoas foram empregadas em empresas que adotam a lei de cotas para deficientes. “Hoje, estamos vendo que a deficiência intelectual no mercado do trabalho está sendo aceita em determinadas áreas das empresas. Fazemos uma triagem e avaliamos as habilidades de cada um. Visitamos as empresas e realizamos palestras para sensibilizar os funcionários. Nossos alunos não são soltos sem apoio no mercado do trabalho”, explicou a coordenadora.

A Apae oferece atendimentos de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e estímulos precoces. No entanto, a maior dificuldade da instituição é encontrar médicos neurologistas e psiquiatras voluntários. “As consultas não precisam nem ser aqui no centro, só queríamos muito um acompanhamento especializado em alguns casos de maiores necessidades”, pediu. A instituição fica na Estrada do Arraial, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. As doações podem ser feitas pelos telefones 34265556 e 92457212.

Segundo conceito da Associação Americana de Deficiência mental, trata-se de um funcionamento intelectual inferior à média (QI), detectado antes dos 18 anos, associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades, entre elas a comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho.

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