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Grupo solidário presenteia 360 crianças carentes em Jaboatão

Publicado em 30-12-2009

Carly Falcão/ JC Online

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"Eu ganhei o que pedi. Espero receber todo ano", disse Geane dos Santos, que ainda não tinha ganho dos pais um presente de Natal
 

O Natal deste ano teria sido como todos os outros para os netos da aposentada Margarida Maria, 62 anos: sem presentes ou promessa de material escolar para 2010. Mas, assim como as outras 358 crianças da Escola Municipal Aluísio Cunha Moraes, em Barra de Jangada, Jaboatão dos Guararapes, Manoel e Yasmim não ficaram sem lembrancinhas neste final de ano.

Graças a um grupo de voluntários, a única preocupação dos alunos nesta quarta-feira (30) era em comer o cachorro quente sem se lambuzar ou em conseguir abrir os presentes que estavam tão bem embrulhados. Todos os anos, na época de Natal, a comerciante Mônica Oliveira reúne os amigos para doar brinquedos. "Comecei há oito anos, doando para as cartas enviadas aos Correios, quando vi pedidos vindos de Barra de Jangada, tive a ideia de presentear todas as escolas do bairro, uma a cada ano", lembrou.

Yasmim de Albuquerque, 9 anos, não precisa mais se preocupar com o material escolar que vai usar no ano que vem, quando estará cursando o 3º ano do 1º grau. A menina, que passou a ser criada pelo avó depois da morte da mãe, viu a dificuldade da família e fez o pedido ao Bom Velhinho. "Minha avó daria um jeito de comprar pelo menos caderno, lápis e borracha, mas não seria tão bonito como esse, nem viria com tudo que pedi: régua, cola, lapiseira, bolsa, lápis e caderno", comentou Yasmim, enquanto mostrava a pasta recheada de materiais que ganhou.

Geane dos Santos, 7, é a mais nova de uma família com oito filhos. Ela não havia recebido presentes dos pais no dia 25 e ficou feliz quando ganhou uma boneca nesta quarta. "Eu ganhei o que pedi. Espero receber todo ano", disse a menina, que já planejava inúmeras brincadeiras.

ESFORÇO QUE VALE A PENA - Apesar de toda a magia da entrega dos presentes, quem organiza a festa, gasta semanas atrás dos donativos. A coordenadora da ação, Mônica Oliveira, passou a terça-feira (29) comprando o restante dos brinquedos e visitando amigos em busca de ajuda. "No fim do dia, já estou esgotada, mas vale muito a pena", ponderou.

A comerciante virou a madrugada embrulhando as doações. "Toda criança, independente da classe social, gosta de ganhar brinquedos", completou Mônica, que na infância, nem sempre recebia presentes no Natal por conta da dificuldade financeira da família. "Eu disse para mim mesma que no dia que eu tivesse condições, eu não deixaria as crianças passarem pelo que passei", lembrou.

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